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Caminho sobre pedras de toda sorte da
aspereza suave e adocicada de uma flor que
espeta e penetra fundo sobre a sola do
pé.
Pedreira danada que rola por todos os lados e
abaixos e
sobres dessa confusão que observo
atento,
forma de adendo ao que sinto alguns dias
ensolarados e anuviados
o íntimo não condiz com o ser
que sou nisso tudo?
Nesse furacão que arrasta e converge pra
sei lá onde e penso ter controle do que
nos controla.
Pé que já se cansou mas
quer caminhar mais e mais
suor que escorre na testa e nas pernas
do caminhante desassossegado
só
cego
da terra ao redor, do mundo ao redor,
só
respira o cheiro da mata
só
espero esse barco que não vem,
vem ao longe, no balanço das ondas e
dificultam a visão,
sal que mareja os olhos por
maresia fresca que resbala a proa do
caminhante de terras que
agora
aceitou o cansaço que já sentia de
terra, de asfalto, de cascalho, de mesmice e turbilhão
agora
quer mudar os ares e os mares,
abandonar pesares
pra trás tudo que fez mal
que é normal ao acorrentado e ancorado em base de areia
pra frente os amores cultivados no peito de sal,
o sonho com canto de sereias que voam e voam pelos céu
une-se ao mar que banha e salva esse
caminhante que
agora
quer colocar os pés
pra andar
no mar.

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